É sempre possível dar a volta!

Boas pessoal!

Passaram dois anos. Dois anos desde um dos períodos mais difíceis da minha vida. Dizem que todos os momentos, todas as fases, nos ensinam algo. Nos tornam mais fortes, nos ensinam lições. Eu sempre tive dificuldade em acreditar nisso. Que uma fase má traria algo bom no futuro.

É difícil acreditar que algum dia olharás para trás e sintas que uma fase terrível da tua história tenha contribuído para alguma coisa.

Lembro-me de estar a falar com a minha psicóloga nessa altura. De acreditar piamente que várias partes de mim já não existiam mais. Sinto que perdi um ano de vida que nunca poderei recuperar. De facto, meses depois da grande tempestade, em que me habituei à nova forma de viver, não era mais o mesmo. Não me sentia triste, mas também não me sentia feliz. Não chorava mas também não conseguia rir à gargalhada até me doer a barriga, como sempre gostei.

Apesar de querer estar sozinho, tinha medo dos meus pensamentos, do meu inconsciente que não me deixava descansar e que me pregava imensas partidas. O sentimento de angústia era grande e a vontade de me sentir bem de novo também, mas em vão. Não me lembro de alguma vez antes me ter sentido tão desmotivado com tudo.

Esta altura coincidiu com a primeira vez em que me atribuíram uma reportagem para um canal de televisão nacional. Desde criança, sempre achei que este seria o dia mais feliz da minha vida. Mas, infelizmente, não consegui sentir nada. Apenas reforçou a ideia de que a minha missão estava cumprida e já tinha feito tudo o que tinha para fazer no mundo.

Pode parecer pouco tempo, mas podem acreditar que nestes dois anos sinto que vivi uma eternidade. Não acredito que fiquem apenas as aprendizagens e as partes boas destas fases. Ainda hoje estou danificado, e há vertentes da minha vida que ainda são condicionadas por esse período.

Mas consigo olhar para trás de uma forma diferente, como uma fase de transição. Uma fase em que as minhas prioridades foram redefinidas e consegui encontrar um propósito para a vida.

Acontece com alguma frequência receber críticas muito positivas do meu trabalho. Embora também existam pessoas que gostem de criticar, o meu foco está sempre naquelas que gostam daquilo que faço. Não há nada que me faça sentir melhor do que saber que, de alguma forma, consegui ajudar as pessoas, nem que seja por cinco minutos do seu dia. Seja com uma piada, um vídeo engraçado ou simplesmente com a minha vida, que muitas vezes mais parece um reality show.

Em suma, é sempre possível dar a volta por cima. Pode parecer um cliché, mas acabamos sempre por encontrar uma forma mais bonita para viver. Não acho que o tempo seja responsável pela cura. Mas o tempo faz-nos encarar as coisas de forma diferente e arranjarmos maneira para que nos sintamos bem. Já que cá estamos, que vivamos o melhor possível.

E, o mais importante, que nos sintamos vivos!

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Tudo a correr bem por esse lado, e sejam felizes 🙂

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