Importância da imparcialidade para um repórter

Boas pessoal!

Lembro-me perfeitamente da ideia de criar um blogue. De certo modo, o meu objetivo principal sempre foi a possibilidade de ter um espaço para poder exprimir as minhas opiniões e forma de ver o mundo.

Num mundo em que apenas mostramos nas redes sociais o que pretendemos, muitas vezes a parte mais fútil da nossa vida, sinto-me um privilegiado por, pelo menos neste espaço, conseguir ser uma “voz” para muitas pessoas.

Há muitas questões que sempre preferi não abordar, tanto por privacidade, mas também porque sabia que podiam interferir com a profissão que escolhi. Quem me acompanha frequentemente já leu várias vezes sobre o meu fascínio pela televisão, e ser parcial em relação a alguns assuntos pode desviar o foco das entrevistas.

Uma das vertentes da minha vida que sempre decidi não partilhar é relacionada com a orientação política. Não acho que deva ser um segredo ou que devamos deixar de lutar por várias causas porque não correspondem ao partido com que mais nos identificamos. Acho sim que não devemos “gritar” a nossa posição política quando a nossa profissão pode envolver ter de lidar pacificamente e manter uma relação cordial com pessoas de diferentes orientações políticas.

No meu ponto de vista, quando me propõem entrevistar alguém e eu aceito, tenho a obrigação de tratar o convidado da mesma forma que trataria alguém que recebesse em minha casa. Isto envolve respeito, educação e conduzir a entrevista da maneira mais elegante possível, mesmo que não concorde totalmente com as opiniões dos convidados.

Há alguns dias foi-me proposto entrevistar a candidata nº2 pelo partido PAN (Pessoas, Animais e Natureza), Inês de Sousa Real, às eleições legislativas, e eu prontamente aceitei, como aceitaria entrevistar qualquer candidato. Aliás, aceitaria entrevistar qualquer candidato que teria o respeito total por pessoas, independentemente da sua cor, nacionalidade, género ou sexualidade.

Apesar de não fazer parte deste partido, gostei imenso de fazer esta entrevista. As questões sociais de que falámos foram realmente muito importantes e pertinentes para uma sociedade do século XXI.

Como sempre, divulguei que estava a fazer esta entrevista nas minhas redes sociais, publicando estas fotos na minha página de Instagram:

De imediato, recebi várias mensagens depreciativas pela minha suposta escolha política e por estar a dar visibilidade a este partido. Como referi anteriormente, não teria qualquer problema em entrevistar grande parte dos candidatos, de forma correta e imparcial. Infelizmente, parece que ainda existem muitas pessoas que não sabem o que é um repórter nem entendem o valor da imparcialidade nesta profissão.

Aconselho-vos a ver a entrevista que vos deixo aqui abaixo:

Espero que tenham gostado! Tudo a correr bem por esse lado, e sejam felizes 😊

Entrevista 3Entrevista2

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