Pressão para ser bem-sucedido

Boas pessoal!

Já repararam que, na sociedade atual, existe uma pressão de toda a gente à nossa volta para que sejamos bem-sucedidos desde cedo?

Por volta dos quinze anos quase nos é exigido que saibamos o que pretendemos para o futuro, que tenhamos excelentes notas para entrar na melhor faculdade possível, que saibamos falar fluentemente inglês e, de preferência, uma segunda língua estrangeira, ter boa capacidade comunicativa, uma boa presença nas redes sociais e, ainda assim, não ter qualquer garantia de que vamos vingar na área que escolhermos, mesmo que sejamos os melhores na mesma.

Há poucos dias estava a ver um debate sobre o porquê de tantos jovens sofrerem de depressão e ansiedade, e várias causas foram realmente apontadas: o meio digital, os videojogos, o acesso a tanta informação, e entre outros. Mas nenhum dos comentadores referiu a pressão feita pelos pais, tios, primos e amigos dos pais que é exercida em todos nós desde muito cedo.

Vejo muitas vezes alguns pais muito felizes por ver que, aos três anos de idade, a criança já sabe papaguear imensa coisa. Já sabem contar até tal número numa língua estrangeira, quais os planetas do sistema solar, ler algumas palavras e tantas outras coisas que, a meu ver, são completamente desnecessárias para uma criança que apenas deveria saber brincar e desenvolver a capacidade imaginativa. Questiono-me se muitos destes pais têm noção do mal que estão a fazer à criança e das repercussões que isso terá no futuro das mesmas.

É muito mais importante na nossa sociedade parecer bem-sucedido do que sentir-se realizado. Lembro-me de ouvir várias vezes no secundário que não deveria seguir Ciências da Comunicação no ensino superior. Que deveria seguir algo que me desse um “futuro melhor”, como medicina, engenharia ou direito. Porque ninguém se preocupa se te sentes feliz. Aliás, sentir-se feliz e realizado é quase uma afronta à sociedade em que vivemos.

Ter um “futuro melhor” ou ser “bem-sucedido” apenas inclui ganhar minimamente bem, ter um relacionamento estável logo após acabar o curso, casar, ter filhos e viver para eles o resto da vida até morrer. Confesso que seria um médico, engenheiro ou advogado muito frustrado e infeliz e, por isso, nunca conseguiria ser um bom profissional.

Felizmente os meus pais sempre foram muito liberais comigo e apoiaram todas as minhas escolhas e deixaram que as fizesse por mim próprio, desde que aproveitasse da melhor forma as oportunidades que me foram dadas.

Nem sempre vi as coisas desta forma, mas neste momento acho que não há qualquer problema em errar e voltar atrás. Todas as pessoas levam tempos diferentes para atingir os diferentes patamares da sua vida. Façam o que vos faz feliz, não tenham medo de voltar atrás e deem espaço aos outros para escolherem o seu rumo!

Ser blogger faz-me feliz, estar com as pessoas que mais amo faz-e feliz, as câmaras fazem-me feliz. E a vocês, o que vos faz feliz?

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Tudo a correr bem por esse lado, e sejam felizes! 😊

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