“O dia em que me tornei mãe”

24 de julho de 1996: o dia em que me tornei mãe.

Desde sempre tive o desejo de ser mãe. Era um sentimento muito forte, aquele desejo de ver a barriga crescer, acompanhar a evolução de uma criança e ter o privilégio de ensinar os primeiros passos e as primeiras palavras.

Ao mesmo tempo, sabia que ter um filho era uma responsabilidade e um compromisso para a vida toda e esperei pelo momento certo para concretizar este desejo. Foi uma decisão planeada com tranquilidade, confiança e muita felicidade.

O dia em que se confirmou que estava grávida foi mágico! Foi uma felicidade enorme para mim, para o meu marido e para toda a família, principalmente para os avós maternos pela chegada do seu primeiro neto.

No dia 24 de julho de 1996, data remarcada para o nascimento do meu primeiro filho, peguei nas malas, prontas há 3 semanas, e fui para clínica de Santa Luzia. Quando lá chegámos, fomos ao jardim ver o Sol maravilhoso que se levantava. Foi o nascer do Sol mais espetacular de sempre, tal era a nossa felicidade. Senti-me tão especial, importante, assustada, mas ao mesmo tempo segura pois estava acompanhada do meu marido que com certeza estava tão nervoso quanto eu.

Após algumas horas de trabalho de parto nasceu o meu bebé, o Duarte, que foi colocado imediatamente em cima da minha barriga. Guardo até hoje a sensação daquele primeiro toque, foi sublime…  Ambos, eu e o pai, olhámo-nos e sorrimos com a maior cumplicidade e felicidade do mundo. Sem verbalizar uma única palavra, sabíamos que esta era agora a nossa grande missão.

Amamentar os meus filhos foi dos momentos mais poderosos da minha vida. Amamentar não é fácil, mas o olhar fixo do bebé enquanto se alimenta é um momento ímpar de conexão com alguém que se acaba de conhecer mas que se ama intensamente. Além disso, é uma sensação única ser capaz de nutrir uma criatura.

A minha vida neste dia mudou para sempre. Tornei-me mãe e adquiri uma energia inesgotável para esta nova caminhada. A minha dedicação e entrega na educação dos meus filhos foi total. Dia após dia deixava de lado muitos dos afazeres e a vida social para estar com eles, mas sempre com a maior felicidade.

O maior desejo de uma mãe é poder caminhar ao lado dos filhos para os acompanhar, orientar e amparar todas as conquistas ou dissabores, até serem capazes de se tornarem independentes. Não quer dizer que que a viagem tenha terminado, apenas que ganharam asas para voarem.

Ser mãe é amar incondicionalmente um ser mais do que a si próprio ou qualquer outro amor. É reconhecer apenas pelo olhar se o filho está bem, é uma experiência realmente especial e a maior viagem de uma vida. O sentimento de ser mãe é intraduzível, é singular!

Alexandra Santos

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One thought on ““O dia em que me tornei mãe”

  1. Muitos parabéns ao filho e à mãe e ao pai!
    Parabéns pelo texto, parabéns pelas partilhas!
    Tive o prazer de “levar este menino pela mão” durante um ano letivo nas minhas aulas e de ter contribuído para o aumento da sua cultura científica! Era um sorriso com um par de olhos e uma pessoa à volta disso que me olhava fixamente durante aquelas horas todas as semanas. Atento, bem comportado, às vezes até irritava por não perder nunca a compostura! Hoje dá para rir, e já o fizemos!
    Dez anos se passaram e o reencontro, delicioso e tão engrandece dor, aconteceu, já lá vai 1 ano. Muito embora nos tivessemos visto e falado algumas poucas vezes, foi só mais recentemente, há cerca de uma revolução solar, que as Fúrias nos permitiram cruzar caminhos e deixar que a amizade germinasse. Não poderia ser mais feliz por isso e orgulhoso de ver como cresceu aquele miúdo de olhos brilhantes e curiosos, às vezes nervoso quando tinha de falar mais alto, mas sempre com alma no rosto, que nada esconde! Tenho a humildade de agradecer sermos amigos e a gratidão das nossas partilhas!
    Um Bem-haja ao “meu” Luís, afilhado do coração! Espero poder parabentear-te por muitos, felizes e longos anos, cheios de realizações e sucessos, acompanhados por mim e brindados a champagne!

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