A minha experiência com crises existenciais

Boas pessoal!

Tive a minha primeira crise existencial muito cedo, talvez à volta dos dez anos. Provavelmente foi nesta idade que tive o primeiro grande choque com a realidade. No fundo, sempre soube que ninguém era insubstituível num mundo tão grande. Haverá sempre alguém capaz de fazer melhor do que aquilo que fazemos, que sabe mais acerca do assunto que consideramos dominar ou que veja o mundo com mais clareza do que vemos.

Há sempre alguém com mais cultura geral e com mais conhecimento. Contudo, até essas pessoas serão apenas “mais uma”. Se, por um lado, é um alívio sabermos que não somos insubstituíveis, por outro leva-nos à questão: “O que é que estou a fazer aqui se não somos imprescindíveis?”

Vários anos depois, ainda não consegui responder a esta questão. Todos temos vários objetivos por concretizar. E depois de os conseguirmos conquistar, o que fazemos? Arranjamos novos objetivos para manter o foco e a cabeça ocupada para não nos focarmos realmente em questões deste género, mais existenciais.

E a verdade é que, enquanto estamos distraídos, com a mente ocupada, vivemos mais felizes. Passamos mais tempo a tentar conseguir algo do que propriamente a aproveitá-lo quando conseguimos. O tempo passa a correr e nem damos por ele, porque é mais fácil e menos exigente mantermos o cérebro ocupado do que enlouquecer a pensar.

Infelizmente, em momentos em que a vida dá uma volta inesperada, estes pensamentos voltam a aparecer, e às vezes em grande força. Contudo, como tenho mais maturidade, já sei lidar melhor comigo próprio e tentar contornar as várias adversidades que aparecem no dia-a-dia.

Sinto que estou a passar por uma boa fase da minha vida neste momento. Mais estável, tanto pessoal como profissionalmente. Já passou quase um ano desde que acabei a minha licenciatura e a minha última relação amorosa. Já consigo ver as coisas com mais distância e calma. Tenho uma família que me apoia em tudo e um grupo de amigos bastante estável, que são uma segunda família para mim.

Todos estes fatores contribuem para um bem-estar psicológico que me afastam destas questões existenciais e da procura para um sentido da vida. Mas porque será que a vida precisa realmente de ter sentido? Acho que esta será uma questão que me acompanhará para o resto da vida!

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E vocês, também costumam lidar com este tipo de questões? Comentem aí em baixo!

Tudo a correr bem por esse lado, e sejam felizes 😊

2 thoughts on “A minha experiência com crises existenciais

  1. O sentido da vida depende de cada olhar sobre as inúmeras expectativas criando. Não vale a pena ficar focado na busca do sentido da vida. Temos de valorizar as aprendizagens de cada experiência vivida e de cada conquista pessoal ou profissional. Viver é experimentar, é lutar para concretizar os nossos sonhos é descobrir a liberdade de decidir… Amo-te filho. Beijinhos

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  2. Duarte, este facebook leva-nos a tanta parte, de repente, encontro este seu artigo diarístico, com caraterísticas biográficas que dão para refletir sobre o sentido da existência humana (“O que é que eu estou aqui a fazer?”) e decidi comentar qualquer coisa, porque, na verdade, estou na hora da leitura diária. A vida tem bons momentos, mas não faz sentido pensar nela (“Por que será que a vida precisa de ter sentido?”). Mas, por que motivo tem de ter sentido? Ainda há instantes, comentando a tragédia sucedida no Sri Lanca, a minha filha comentava que tudo já estava traçado e que a única liberdade que nos restava era para aproveitarmos os instantes volúveis, antes que chegue a próxima surpresa. Este é o sentido. Faz sentido. Então, aceitemo-lo, sem sabermos o que seja. Um dia estas palavras farão sentido (“Pensar é estar doente”, lembra-se?).
    E sobre os outros que parecem ter mais cultura, mais conhecimento e mais tudo. Os outros, os outros e os outros nunca se lembram de nós, esquecem-se da nossa existência. Estou farta dos outros! Os outros nunca existem, somos nós que damos sentido à nossa existência e à dos outros, por isso, precisam tanto de nós. Cada qual é o mais importante, mas, de facto, sozinhos nada conseguimos, daí parecermos limitados. A verdade é que, as grandes obras, como os monumentos, as muralhas, etc., foram realizadas graças a um coletivo de conhecimentos. De que serve um conhecimento isolado? Não faz sentido! Espero que viva feliz cada momento da sua vida, sem procurar o seu verdadeiro sentido. Não há resposta! Faz sentido?
    Gostei muito do seu artigo. Para além deste seu projeto, por que não escreve semanalmente para um dos nossos jornais na RAM? Experimente enviar um dos seus artigos para as crónicas ou cartas do JM ou DN. Faz sentido?!

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